Gestão Da Inovação: Contributo Para O Desenvolvimento Do Negócio

inovação

Qualquer negócio em qualquer parte do mundo cruza a sua existência com a necessidade de inovar, sobretudo porque a única coisa certa é que a mudança é a única variável constante no universo que é o mercado.

Os conceitos de inovação e de sustentabilidade assumiram o controlo das visões das grandes empresas apresentando-se como a resposta certa aos desafios futuros. Todavia, é importante ter em conta que inovação não é a mesma coisa que invenção, porque inevitavelmente no mundo globalizado que temos à nossa volta, torna-se quase impossível inventar alguma coisa de raiz, que não vá buscar ensinamentos a alguma ideia já tida anteriormente.

O que é então a inovação? A inovação é a exploração de novas ideias de negócio através da abordagem criativa de análise da sua potencial aceitação no negócio e do seu potencial impacte na sociedade.

inovação

De forma simples se observa então que a inovação se constitui como elemento chave da competitividade, já que os mercados se tornam cada vez mais concorrenciais e por isso a necessidade de se ser criativo e olhar para o mercado de uma forma que nunca ninguém olhou levou a melhor, nos tempos que correm, em que tudo é por necessidade padronizado e metodologicamente bem definido.

Mas a gestão da inovação também assenta numa metodologia sólida, ainda que adaptativa, e que encontra a sua base em dois grandes pilares – o estudo do mercado e o plano de metas e ações.

Primeiro, em termos de estudo, é de extrema importância conhecer o mercado que rodeia o negócio, sendo para isso necessário conhecer e monitorizar todos os indicadores que permitam conhecer as características suscetíveis de serem impactadas por uma ideia inovadora.

Em segundo lugar, o estabelecimento do plano de metas e ações tem que ser desenvolvido considerando os quatro pontos fulcrais da inovação:

  • Produtos: é importante integrar a inovação nos bens e/ou serviços que a empresa oferece ao mercado;
  • Processos: garantir a inovação na forma com que esses produtos são criados, desenvolvidos e entregues;
  • Negócios: definir uma mudança de posicionamento frente ao mercado e exploração de novos mercados;
  • Gestão: gerir e continuamente avaliar mudanças de paradigmas nos modelos de gestão que orientam a ações da empresa.

Parece simples de implementar e na verdade não é assim tão complexo até porque atualmente o contexto de fomento à inovação tem permitido às empresas garantir benefícios (muitas vezes monetários) caso a enquadrem nos seus regimes normais de gestão.

Se aceitarmos que a estratégia empresarial define a estratégia de inovação e que a sua estrutura e resultados do processo de inovação influenciam a estratégia empresarial, conseguimos facilmente encontrar um ciclo de realimentação constante, gerando desenvolvimento, num processo sistémico, dinâmico e permanente.

Todavia torna-se imprescindível não esquecer que como qualquer processo sistemático, também o de gestão da inovação requer acompanhamento, avaliação, atualização e redirecionamento constantes. Só aprendendo com o sucesso e com o fracasso, é que um negócio se consegue estabelecer sólido e sustentável permanecendo duradouro e sem se deixar afetar pelo sinal dos tempos que contra ele correm.

Importante é também ter em conta que para que se possa compreender e empreender a gestão da inovação na empresa é necessário confiar na inovação, como o gerador que alimenta o negócio em tempos de emergência, com a vantagem de que, colocando-o em funcionamento de forma contínua, este permitirá atenuar a sensação de tempos de crise.

Está mais do que provado que a inovação como estratégia de negócio oferece ferramentas que bem utilizadas se traduzem no aumento da competitividade do negócio, através não só da diferenciação no mercado, como também através do aumento de produtividade e da redução de custos.

A integração da inovação faz-se através de uma equipa especializada de recursos humanos que dedica o seu tempo ao estudo orgânico da própria empresa, por forma a compreender e conhecer a sua cultura e os seus valores, pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades, explicitando e desdobrando fase a fase, a sua estratégia de inovação.

A gestão da inovação concebe-se então como uma mais-valia para o negócio na medida em que permite garantir à empresa saber que o mercado irá necessitar de determinado conteúdo/produto porque o estudo do impacte da ideia a ele associada gerou essa necessidade no mercado. Gerir através da inovação é criar um hiato temporal entre aquilo que temos hoje e aquilo que podemos fazer o mercado sentir que precisa de ter amanhã, em benefício claro do nosso próprio negócio.

Em suma, ao aplicar métodos/técnicas de gestão essenciais para estruturar os processos, ao saber identificar as principais barreiras à inovação e ao visualizar como transpô-las, a gestão da inovação nas empresas permite o desenvolvimento de produtos, serviços, processos, mercados e da própria estrutura organizacional. Para além disso, a compreensão da importância da criatividade, da liderança e do empreendedorismo na empresa torna a gestão da inovação, uma parte integrante da cultura empresarial, que envolve numa rede de segurança fornecedores, clientes, centros de investigação e universidades permitindo assim a redução de riscos, a partilha de ganhos e o acelerar do retorno sobre os investimentos.

Sobre Daniela Ferreira
Daniela Ferreira
O meu nome é Daniela Ferreira e sou Engª. do Ambiente formada pelo Instituto Superior Técnico. Defendo que a função de um engenheiro é servir. É pôr a tecnologia ao serviço da população. Defendo a educação ambiental com unhas e dentes. Sou uma acérrima defensora de que a verdadeira forma de alcançar o desenvolvimento sustentável de que tanto se fala passa pela educação das gerações mais novas, e a re-educação das mais maduras. Adoro escrever (poesia sobretudo), pintar, desenhar e dançar. Não sou uma engenheira convencional. Mais do que isso sou uma mulher “de ideias fixas.” Leiam-me. Não se vão arrepender.
Deixe um Comentário