A Aliança Democrática (AD), liderada por Luís Montenegro, venceu as eleições legislativas de domingo, mas ficou aquém de uma maioria absoluta no parlamento.
As eleições de 2025 foram marcadas por uma série de eventos políticos turbulentos, em março de 2025, o governo de Luís Montenegro caiu após perder uma moção de confiança no parlamento.
Esta moção foi proposta após alegações de conflitos de interesse envolvendo a empresa familiar de Montenegro, a Spinumviva. Apesar de Montenegro ter negado qualquer irregularidade, a pressão política levou à dissolução do parlamento e à convocação de eleições antecipadas.
A vitória da AD não garante uma maioria absoluta, o que significa que Montenegro terá de negociar com partidos menores para formar um governo estável.
A recusa de Montenegro em fazer qualquer acordo com o Chega complica ainda mais o cenário político, uma vez que o Chega emergiu como uma força política relevante, igualando o PS em número de assentos no parlamento.
O Chega, que tem vindo a ganhar popularidade devido às suas posições sobre imigração e habitação, poderá desempenhar um papel crucial na formação do próximo governo.
No entanto, a recusa de Montenegro em negociar com o Chega pode levar a um governo minoritário, o que poderia prolongar a instabilidade política que Portugal tem enfrentado nos últimos anos .
A capacidade de Montenegro em negociar com outros partidos será crucial para determinar o futuro político do país.