E depois do coronavírus? Novos comportamentos empresariais no período pós-pandemia

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Depois do coronavírus. Novos comportamentos empresariais no período pós-pandemia

Estudos sobre o estado da economia em geral e das empresas em particular, revelam que surgirão novos comportamentos no período pós-pandemia decorrentes da recessão, mas também de alterações de comportamento e hábitos de consumo.

É prematuro traçar um quadro sobre o comportamento dos negócios depois do coronavírus, no período pós-pandemia, mas o certo é nada será como dantes. Por agora é necessário que as empresas continuem a comunicar com os clientes utilizando, principalmente, ações digitais para interagir, promover e vender os seus produtos e serviços, mas dentro em breve é também necessário que tomem consciência de algumas alterações a que devem proceder, em consequência deste período de isolamento social que mudou o mundo.

Como todos sabem, a Organização Mundial da Saúde recomendou que muitos negócios fechassem as portas, e bastaram algumas semanas de inatividade ou de trabalho remoto para se quebrarem as vendas e somarem prejuízos para as empresas, para os trabalhadores, para a economia e, claro, para os consumidores. Estes intervenientes todos juntos formam um só: o desastroso resultado da Covid-19, para além dos danos para a saúde pública! Resultado esse que já causou uma crise. Crise essa que não se fez anunciar, mas que contagiou os quatro cantos do globo, de forma mais ou menos dramática.

Mas depois do estado emergência não há tempo para lamurias, é hora de recomeçar, de pensar em estratégias pós-pandemia e, se possível, salvar os resultados do ano de 2020. É verdade que ainda é cedo para se contabilizarem danos, mas já está na hora de se pensar numa restruturação com base em algumas ideias comumente aceites como praticáveis e essenciais ao período pós-pandemia para enfrentar o futuro com força, ânimo e produtividade.

Reorientar o negócio

Muita coisa mudou durante o surto da Covid-19 e por isso as empresas terão de reorganizar e reorientar os seus negócios, o que implica uma redefinição dos seus objetivos mais elementares. Efetivamente, há que alterar estratégias – e até recursos humanos – para fazer face ao mundo no pós-pandemia.

Restabelecer a notoriedade e reputação da marca

Mesmo as empresas que conseguiram manter a notoriedade e reputação da marca durante a pandemia – e terão sido poucas – têm agora de reavaliar a sua imagem e restabelecer a sua posição. Mas para tal, e porque o mercado de atuação mudou, terão de estudar o mercado pós-pandemia, bem como o seu público-alvo. É que os consumidores, entretanto, manifestaram novas necessidades que têm de ser atendidas ao mesmo tempo que se pensam em novas promessas, sendo que a saúde e a segurança estarão, independentemente da área de atuação, no topo das prioridades. Dessa forma, além de aumentarem ou pelo menos voltarem aos níveis de notoriedade que tinham antes da Covid-19, as empresas devem tentar restabelecer a confiança que os clientes depositam ou depositavam nelas e nos seus produtos/serviços.

Inovar com produtos e serviços diferenciadores

Aproveitando o embalo, as empresas devem continuar a inovar para mostrar aos seus clientes como os seus produtos e serviços trazem grande valor acrescentado e, se possível, uma boa relação preço/qualidade.

Produtos e serviços diferenciadores são essenciais para fazer face à concorrência!

Comunicar mais e melhor do que nunca

Os esforços de comunicação dentro das empresas, no período pós-pandemia, devem ser levados ao limite e fluir sem qualquer interferência, e isso porque é necessários obter a atenção de todos os colaboradores para que se alinhem objetivos e prioridades que, por seu turno, devem alinhar esforços para que as instituições se mantenham fortes e produtivas.

Fazer uma reorganização interna

É bem possível que as empresas tenham aprendido algo com o isolamento social e o teletrabalho e que, nesse sentido, no período pós-pandemia estejam aptas a reorganizar alguns setores e atividades. A liderança pode sofrer alterações, sim, bem como a relação entre os membros das diferentes equipas. Mas também haverá maior flexibilização de horários, por exemplo, e será aberta a possibilidade de os colaboradores trabalharem à distância. O que importa é que as empresas adotem um modelo de negócio que lhes permita opera de forma mais eficiente e fluida.

Aceitar que o teletrabalho veio para ficar

Efetivamente, o novo modelo de negócio pode incluir trabalho remoto, já que nestas últimas semanas as empresas e os seus colaboradores investiram o seu tempo e os seus recursos no teletrabalho e conseguiram, na maioria dos casos, chegar a uma situação bastante satisfatória. Por isso, é provável que esta cultura de teletrabalho seja para manter de alguma forma e, claro, isso alterará uma série de rotinas nos escritórios e no trabalho de equipa. Alterações que poderão ser fundamentais para manter ou mesmo aumentar a produtividade no período pós-pandemia que é – não há dúvida! – muito virtual e tecnológico.

Mas não há nada a recear porque uma boa competência digital aliada a uma boa infraestrutura tecnológica, pode transformar o trabalho remoto (que antes era visto com desconfiança) numa prática eficaz para reduzir custos e aumentar a faturação das empresas.

A propósito de teletrabalho, leia também o nosso artigo sobre as melhores ferramentas para trabalhar à distância.

Investir num propósito social

Depois da Covid-19 as empresas perceberam que devem – e querem – ter também um propósito social, uma causa maior através de algo relevante para a sociedade numa missão que vá além da missão económica da empresa.

Vender para consumidores que alteraram os seus comportamentos

Não vai ser fácil vender para clientes habituais que, entretanto, alteraram os seus comportamentos e hábitos de consumo. É por isso que as empresas, além de terem de pensar em formas de se protegerem fisicamente contra o coronavírus (protegerem os seus colaboradores, mas também os clientes e parceiros de negócio), têm de entender os novos comportamentos dos consumidores (agora preferem comprar online, por exemplo?) para se ajustarem aos novos desejos e necessidades, seja com novos produtos/serviços, seja com ações de comunicação e ativação de pontos de venda, estratégias de marketing digital, etc.

Manter o foco no e-commerce

De resto, há que manter o foco no e-commerce porque se antes da pandemia as estatísticas indicavam que a tendência para comprar online estava a aumentar, depois do novo coronavírus não há dúvidas de que teremos mais consumidores (mesmo aqueles que eram avessos às novas tecnologias) a pesquisar por produtos e serviços na Internet e a fazer as suas compras online, rápida e comodamente.

Continuar a fazer marketing digital

Por fim, o marketing digital que tantos resultados deu neste período de crise, é para manter, e se possível aumentar progressivamente já na fase pós-pandemia porque não há melhor forma de garantir a visibilidade de uma empresa. A publicação de conteúdos relevantes em redes sociais, sites e blogs, otimizados com SEO para surgirem nos primeiros resultados dos motores de busca, deve prosseguir e ser aliada a estratégias de email marketing e campanhas segmentadas, entre outras técnicas de marketing digital que ajudem as empresas a conhecer os utilizadores interessados no seu produto/serviço, a atrair novos consumidores, obter conversões e, mais tarde, vendas.

E a melhor forma de se comprometer desde já com o marketing digital na sua empresa, é conhecer as tendências de marketing digital para 2020!

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