Como Comunicar Melhor Com As Pessoas

Descubra como comunicar melhor com as pessoas

Independentemente do contexto todo o ser humano tem necessidade de comunicar eficazmente de forma a que consiga passar a sua mensagem aos seus semelhantes.

Atualmente, e apesar da vasta oferta de tecnologia e conhecimento que todos temos disponível, continuamos a assistir a uma falta de eficácia e eficiência na comunicação sobretudo ao nível das relações interpessoais, que tipicamente têm impacto nas várias vertentes da nossa vida como seja no trabalho, em casa, nos locais de lazer, etc. A verdade é que somos todos pessoas e por isso todos procuramos o mesmo: ser ouvidos e receber feedback.

como comunicar melhor

Mas como fazê-lo? A lista que se segue vai ajudá-lo:

1. Defina claramente o objetivo da sua comunicação – Antes de começar a preparar tudo perca 1 minuto a pensar sobre qual o resultado que pretende atingir com essa comunicação (Quer receber uma informação? Vender uma ideia? Saber informação confidencial? Terminar um relacionamento? Ser imparcial?).

Ao ser honesto consigo estará a garantir a recriação cerebral (de uma forma inconsciente) que o permitirá adotar a postura intuitivamente mais correta para obter o resultado desejado. É como se implantasse em si o “estado de espírito” adequado para atingir o fim que deseja. Para além disso, irá garantir que a sua comunicação não é ambígua e é exatamente percebida como pretende que seja.

2. Respeite o outro – Respeite a audiência para quem vai falar. Seja uma pessoa ou um conjunto delas, lembre-se de manter uma atitude simpática, solícita e tranquila. Ao falar de forma assertiva (e atenção para não passar a imagem de inflexibilidade), irá garantir que a sensação transmitida durante o diálogo é a de conforto.

3. Tenha atenção à sua linguagem corporal – As palavras não dizem tudo. A comunicação não-verbal é muito mais rapidamente apreendida pelo cérebro do que a verbal. Estudos científicos comprovam que expressamos apenas 7% do significado de uma mensagem através de palavras, 38% são transmitidos pelo tom de voz e 55%, pela linguagem corporal, o que dá um resultado total de 93% de comunicação de forma não-verbal (postura, gestos, tom de voz, etc.).

Tendo isto em mente, não se esqueça de tentar manter durante a sua comunicação, uma postura firme, com ombros para baixo e pescoço ligeiramente elevado. Procure tirar breves segundos para mentalmente ir retificando a sua postura, evitando também mexer-se ou virar-se bruscamente.

Procure ainda não atender telefonemas e evite interrupções de outras pessoas pois irá transmitir à audiência que aquilo que está a dizer não é assim tão importante.

4. Fale uma linguagem cuidada – A linguagem que utiliza é meio caminho andado para absorver a atenção da sua audiência. Evite ao máximo expressões regionais, gírias ou jargões técnicos para não desviar a atenção do cerne da sua comunicação.

5. Demonstre, cultive e transmita o seu interesse pelo interlocutor/audiência – Olhe nos olhos e mostre corporalmente o seu interesse (ex. meneando a cabeça em sinal de concordância). Ao assumir uma postura de quem presta atenção está a criar laços que serão os canais através dos quais a mensagem que quer passar irá fluir.

6. Pratique uma escuta ativa – Um bom orador tem que saber ouvir. Não interrompa quem lhe está a expor as suas ideias, permitindo fazer com ele partilhe as suas ideias/pontos de vista. Não se torne no típico estilo “entrevistador” que faz perguntas a todo o segundo e que interrompem sistematicamente quem fala.

7. Faça perguntas – Perguntas oportunas facilitam o diálogo e fazem fluir o assunto, desde que não sejam demasiado extensas e/ou complexas. As perguntas têm como objetivo esclarecer e/ou fomentar a discussão. Por exemplo, fazer perguntas a audiências tímidas leva à geração de uma pressão positiva no sentido de estas se expressarem e a desenvolverem o seu raciocínio. Por outro lado contribuem para que pessoas dispersivas voltem ao assunto, forçando-as a irem diretas à questão. Por fim, saber questionar demonstra que quem comunica está interessado em obter informações para além da sua própria mensagem. Em resumo, faça boas perguntas e seja um ouvinte atento.

8. Peça feedback ao interlocutor/audiência – Pode ser tão simples como uma opinião, uma crítica ou um elogio, mas o feedback faz milagres pois ele permite transmitir a nossa impressão acerca da comunicação que ouvimos. Ao fazê-lo o comunicador conseguirá perceber quais os pontos fortes em que deve apostar novamente, e quais os que necessita ainda de desenvolver. Se nos fecharmos em copas e não verbalizarmos as questões que nos assolaram durante a comunicação, não se poderá criar espaço para desenvolver e implementar melhorias.

9. Faça um resumo final – No fim da comunicação procure elaborar um resumo dos pontos essenciais que foram trabalhados ao longo do discurso.

Relembre-se também de recordar, caso seja essa a situação, quais as ações a desenvolver, e quais os responsáveis pela sua implementação. Procure resumir de forma oral, mas sendo possível é preferível escrever num quadro o resumo dos pontos fulcrais debatidos, para que todos os intervenientes possam acompanhar e transcrever para si.

A importância de garantir uma comunicação eficaz é enorme. Para que qualquer ideia seja bem-sucedida é preciso passa-la de forma a que todos a compreendam. Comunicar eficazmente é criar espaço ao debate e ao enriquecimento de ideias. Deste modo, se conseguir garantir o cumprimento de todos os pontos acima descritos certamente conseguirá planear uma comunicação eficaz em qualquer contexto. Todos conseguimos falar e todos conseguimos ouvir, e agora que já sabemos como, também conseguiremos passar efetivamente a mensagem a qualquer audiência.

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About The Author

Daniela Ferreira

O meu nome é Daniela Ferreira e sou Engª. do Ambiente formada pelo Instituto Superior Técnico. Defendo que a função de um engenheiro é servir. É pôr a tecnologia ao serviço da população. Defendo a educação ambiental com unhas e dentes. Sou uma acérrima defensora de que a verdadeira forma de alcançar o desenvolvimento sustentável de que tanto se fala passa pela educação das gerações mais novas, e a re-educação das mais maduras. Adoro escrever (poesia sobretudo), pintar, desenhar e dançar. Não sou uma engenheira convencional. Mais do que isso sou uma mulher “de ideias fixas.” Leiam-me. Não se vão arrepender.

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